Arquivo da categoria ‘Economia’

A paz pela inclusão

14 Outubro 2006

A Academia Sueca surpreendeu o mundo hoje ao anunciar o Prêmio Nobel da Paz a um economista, e por seu trabalho na área da economia. O escolhido foi Muhhamad Yunus, o “banqueiro dos pobres”.

Na década de 70, Yunus resolveu revolucionar as estruturas do crédito bancário, ao oferecer dinheiro para as famílias pobres de Bangladesh sem qualquer necessidade de comprovação de renda ou garantias.

Ele previu aquilo que muitos só observariam ao final dos anos 90: quem fica com o nome sujo e não se importa são os mais abastados. Os pobres não têm nada, só o nome, e honram isso com todas as suas forças. Daí que as Casas Bahia, no Brasil, têm baixíssimas taxas de inadimplência, ao contrário dos grandes bancos.

Ao premiar Yunus, a Academia dá um ótimo sinal de sua linha de pensamento. Afinal, só haverá paz de verdade quando todos puderem ter acesso a uma existência digna. O banqueiro, que hoje conta com mais de 7 milhões de clientes, é daqueles que com o seu conhecimento, ajudam a construir um futuro melhor. Palmas!

O que fazer?

29 Agosto 2006

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come…

Falha tributária

25 Agosto 2006

Está próxima do fim uma das inúmeras distorções de nosso sistema tributário. Foi a plenário ontem no STF o julgamento de um recurso que questiona a ilegalidade da cobrança de Cofins sobre a parcela referente ao ICMS dos produtos. Trocando em miúdos não-jurídicos, paga-se imposto sobre o imposto.

Ontem, dos sete ministros que chegaram a votar, seis reconheceram a ilegalidade, inclusive o relator, Ministro Marco Aurélio. Após isso, o Ministro Gilmar Mendes pediu vista para analisar melhor o caso. O processo deve voltar à pauta em breve, quando serão colhidos os votos dos quatro ministros restantes. A questão está quase ganha, pois, apesar de ser permitida a mudança de voto na próxima plenária que analisar o caso, isso é pouco usual. Os ministros não costumam ter essa humildade de reconhecer que erraram, após ouvir o outro. 

Cálculos iniciais apontam que a quantia recolhida indevidamente chega a R$ 22 bilhões de reais, sem correção monetária. O mais provável é que esse montante seja devolvido em créditos para impostos futuros, já que o governo não dispõe desse dinheiro em caixa. Ou seja, como sempre o governo foi ágil para cobrar e será tímido para consertar seus erros.

Parou de subir

17 Junho 2005

Pela primeira vez em dez meses, os juros não subiram. O Copom decidiu mantê-los estáveis nesse mês, pois a tendência de inflação estaria diminuindo. Claro que, nos bastidores, se diz que o Copom foi orientado pelo Governo para fazer isso, em uma tentativa de criar fatos positivos que diminuam os efeitos da crise. O pessoal do Copom, contudo, jura de pés juntos que a decisão foi técnica, somente.

Crédito suspenso

9 Junho 2005

O governo decidiu suspender novos contratos com empresas de financiamento que queiram entrar no esquema de emprestar dinheiro a aposentados e pensionistas do INSS e contar com os pagamentos via desconto em folha. O esquema deveria ter o objetivo de baratear muito o crédito, afinal, desconto em folha é 100% de certeza de adimplência, negócio sem risco. Mas as empresas, filhotes de bancos, não abaixaram assim tanto os juros quanto poderiam. E o resultado é que muitos aposentados já estão completamente individados, tendo comprometida sua mísera fonte de renda. O governo quer estudar novas formas de regular esses empréstimos, para que eles beneficiem mais o consumidor e menos as financeiras.