No pronunciamento que fez agora pouco em cadeia nacional, Lula voltou a insistir na necessidade de diálogo com a oposição. Na minha opinião, faz isso com dois propósitos. O primeiro, é para poder dizer, na hora que der tudo errado, que foi a oposição quem se recusou a conversar com ele. O segundo, realmente, é para estabelecer uma agenda mínima de reformas que todos entendem necessárias.
Não foram poucas as oportunidades, nos últimos quatro anos, em que a oposição boicotou o governo só pela graça de boicotar, talvez vingando-se dos oito anos de atitudes semelhantes por parte dos petistas então opositores. Exemplo disso foi a Medida Provisória que acabava com os bingos, mas que não foi aprovada por pura pirraça.
Difícil saber o quanto essa proposta de diálogo é verdade ou factóide. Como disse acima, acho que é um pouco de cada coisa. E se é para começar por alguma reforma, que seja a política, urgentemente.
Tenho defendido bastante o voto distrital como forma de baratear substancialmente as campanhas para o legislativo. Afinal, se cada candidato tiver que fazer campanha em somente 4 ou 5 bairros de São Paulo, poderá economizar sola de sapato, dinheiro em santinhos, e ainda aproximar eleitores dos eleitos. Acho que é a proposta mais urgente.
Se a reforma política andar rapidamente, sem surpresas de última hora, acho que a “concertação social” já terá dado mais frutos do que eu imagino ser possível.
1 Novembro 2006 às 10:52 am
Eu se fosse o Lula, teria desistido da vida politica. De agora em diante nao ha nada q va rasgar este rotulo dado ao presidente. Por outro lado ainda tem gente q vota no maluf, o q mostra q o brasileiro eh um povo teimoso e ingenuo. Eh, talvez o Lula nao esteja tao mal assim. Veremos quanto tempo vai demorar para q esqueçamos toda a lama…